Vida: Desafios e Soluções
- O livro “Vida:
Desafios e Soluções” [6A. Ed.; Salvador; Livr.
Espírita Alvorada; 1997] apresenta os postulados da
Psicanálise, entremeados com alguns conceitos da Psicologia
Analítica, como se fossem ditados por um Espírito que se
apresenta com o nome “Joana de Ângelis”.
O mesmo ocorre com os demais livros da série
“psicológica”.
- Parece-nos
inverossímil que o Mundo Espiritual pronuncie-se tão
assertivamente sobre tema ainda bem polêmico no meio acadêmico
e colidente com as bases do Espiritismo.
- Temas,
como o inconsciente dinâmico, quer o individual das
psicologias ditas “profundas”, quer o coletivo,
específico da Psicologia Analítica, a teoria da sexualidade,
comuns a muitas delas, são controversos no meio científico,
sem terem sido comprovados cientificamente. É verdade que alguns
psiquiatras, psicólogos e profissionais da área das chamadas
“ciências humanas” adotam esses postulados. Eles
também se prestam para a produção de romances,
novelas, filmes e fantasias de todo gênero da esfera
artística.
- O inconsciente dinâmico
[tanto o conceito de individual, como o de coletivo] é uma
instância irracional a comandar a atividade cortiço-frontal
do gênero humano. Isso coincidiu com os valores filosóficos [Zeitgeist] anti-racionais do Século XX. Essa
centúria iniciou-se com as idéias niilistas de Nietzsche,
que consideravam como inaccessíveis, tanto o conhecimento, como o
fundamento ético, e com a Fenomelogia de Husserl, que identificava o sujeito com o objeto e
achava impossível o conhecimento do “númeno”,
sendo apenas accessível o “fenômeno”. Ambas
conduziam inevitavelmente ao ceticismo e ao subjetivismo extremado. O
conceito de inconsciente dinâmico, além de ainda carecer de
comprovação científica, colide com o racionalismo e o
conceito de livre-arbítrio da Doutrina Espírita.
- A teoria da sexualidade de
Freud, também está no mesmo estádio do conceito
anterior. Sua hipótese do orgasmo vaginal está descartada
cientificamente. Até o tão comentado “ponto G”,
está com sua inexistência comprovada.
- A querela sobre a teoria da
sexualidade entre Freud e Jung foi uma farsa. Jung, de certa forma,
inevitavelmente a adota disfarçada em outras fantasias. O que houve
na realidade foi uma colisão de misticismos. Freud era judeu de
família hassídica. Ela era
originária da cidade de Brodi, na
época próxima à Lemberg, na Galícia
Oriental do Império Austro-Húngaro, hoje Lwow,
na província ucraniana de Podólia.
Os biógrafos de Freud comentam que ele era um “hassídico” em casa e um “masquil” na rua, tendo sido membro da
organização secreta e sionista B’nei
B’rit.. Jung,
filho de pastor luterano, teve sua juventude formada nas
organizações de inspiração romântica,
que exalçavam o misticismo
germânico pagão. Tentar o sincretismo entre o Espiritismo e
as idéias de Freud e Jung é conspurcá-lo com o misticismo
judaico e o pagão germânico.
- O conceito de
arquétipo, elaborado por Jung, também não tem
comprovação científica, além de contrariar o
conceito espírita de “individualização do
princípio inteligente”. O conceito
platônico de arquétipo, que difere do de Jung, tem
algo em comum com a Doutrina, embora não podendo ser aceito
“in totum”. O conceito de
individuação foi mal plagiado por Jung da Filosofia
Escolástica que com ele definia o conceito aristotélico da
“aquisição das características que
diferenciavam a espécie de seu gênero”.
- A Doutrina assevera que o
Espírito ao reencarnar sofre bloqueios de seu cabedal de
conhecimentos e afetos de modo a torná-lo suscetível
à educação a receber nos primeiros anos de vida
encarnada. À medida que se desenvolve, esses bloqueios se desfazem
e seus potenciais vão se revelando gradativamente. Caso a
educação [evangelização] recebida não
tenha sido capaz de superar suas propensões más inatas, o
Espírito encarnado sofrerá e fará sofrer
seus circunstantes de jornada terrestre. Ocorre justamente o inverso do que
pregam as modernas escolas de psicologia e pedagogia. Introduzir na
literatura espírita essas idéias em voga produzirá
perigosos desvios doutrinários, profligando esforço de Allan
Kardec.