FATORES
PATOLÓGICOS
-
Introdução.
O estudo dos fatores patogênicos tem grande valor em semiologia, a fim de nos
facilitar o diagnóstico, em nosologia, para ajudar a estabelecer o diagnóstico
definitivo, como afastar os agravantes e facilitar os atenuantes. Em Medicina
Preventiva, ajuda-nos a inibir os fatores etiológicos, predisponentes,
desencadeantes. Em patologia Geral, sua utilidade é imprescindível.
-
O
tratamento de uma doença não consiste só em descobrir o fator etiológico e
combatê-lo. Temos que afastar os agravantes e estimular os atenuantes. Como
conhecer os predisponentes e os desencadeantes, a fim de afastar as recaídas.
Daremos a definição e compararemos com a tuberculose, pois achamos que essa
doença é afetada por todos esses fatores.
-
Fator
Etiológico.
É o fator que causa a doença. Na tuberculose, é o Mycobacterium tuberculosi
ou Bacilo de Koch. É interessante que a maioria das doenças foram
descritas só pelo quadro clínico, depois que foram descobertos seus fatores
etiológicos. O quadro clínico da tuberculose foi descrito antes que Koch
descobrisse que era uma micobacteria que a produzia.
-
Fatores desencadeantes.
Embora eles não causem a doença, criam condições propícias para que o Fator
Etiológico desencadeie o quadro clínico. Temos a contaminação, a
baixa da imunidade imunológica e outros. A tuberculose é a doença
típica que é adquirida pela contaminação. Outras vezes, uma pessoa resistente
pode portar o bacilo da tuberculose, mas não apresenta o quadro. Basta que um
aborrecimento, uma gripe, uma pneumonia abaixe sua resistência imunológica e o
bacilo da tuberculose desencadeia o quadro nosológico.
-
Fatores predisponentes.
São fatores que predispões o paciente à doença. Incidência familiar, hábitos,
dietas, higiene pessoal, condição de habitação. O tuberculoso apresenta muitos
parentes que tiveram tuberculose em outra época ou em um lugar afastado, sem
ter tido contado com o paciente. Condições precárias de moradia, dieta pobre,
são fatores predisponentes para tuberculose. A falta de higiene habitacional,
péssima condições de esgotos, ausência de hábitos de higiene, predispõe às
pessoas à verminoses, escabiose, pediculose.
-
Fatores intervenientes.
Eles podem servir como agravantes ou atenuantes, dependendo da
situação. Más condições de higiene habitacional são agravantes de
parasitoses, tuberculose. Boas condições são atenuantes. Dietas pobres,
com várias carências nutricionais são agravantes de parasitoses,
infecções, infestações. Dietas ricas em bons nutrientes são atenuantes.
Dietas ricas, mas desequilibradas são agravantes para obesidade,
hipertensão, cardiopatias, diabetes. Dietas ricas, mas bem equilibradas são
atenuantes. Exercícios físicos moderados são atenuantes e até
preventivos para muitas doenças (hipertensão, cardiopatias). Exercícios
exagerados, abusivos são agravantes para as mesmas.
-
Lamentavelmente, constamos que profissionais da área de saúde, mas que não são
médicos, tomarem como causas, problemas emocionais, que no máximo são
agravantes, desencadeantes ou predisponentes, como fator etiológico.
Sociólogos se metem em área médica querendo atribuir a causas sociais certas
doenças, mormente na área psiquiátrica. Roger Bastide, sociólogo francês,
chegou a afirmar que só se é louco em relação à sociedade em que se vive, como
se a doença mental fosse uma concepção de relatividade social. Muitas vezes
uma sociedade não detecta um doente mental, por ela ser doente. É o caso da
sociedade indiana, intensamente mística, onde qualquer portador de delírio
místico é tomado como guru. A chamada Medicina Psicossomática, que teve grande
êxito na década de 60, juntamente com a contra-cultura da Nova Era, atribuía
como fator etiológico de todas doenças somáticas causas mentais, até de
traumas físicos, sempre alegando que “inconscientemente” o paciente queria
aquilo. Qualquer pessoa sabe que o bem-estar mental é fator atenuantes de
males físicos, como mal-estar é agravante. Mas a Medicina Psicossomática
confundia esses Fatores Intervenientes com Fatores Etiológicos.
Durante a I e a II GM, os serviços de saúde constataram que os feridos do lado
perdedor tinham hemorragias mais difíceis de se serem estancadas, assim como
infecções de serem debeladas, do que as baixas do lado vencedor. Esses
ferimentos eram de origem orgânicas e foram produzidos no mesmo ambiente. O
que agravava ou atenuava, mas não era a etiologia, era o estado de ânimos dos
pacientes.
FATORES
PATOLÓGICOS
-
Introdução.
O estudo dos fatores patogênicos tem grande valor em semiologia, a fim de nos
facilitar o diagnóstico, em nosologia, para ajudar a estabelecer o diagnóstico
definitivo, como afastar os agravantes e facilitar os atenuantes. Em Medicina
Preventiva, ajuda-nos a inibir os fatores etiológicos, predisponentes,
desencadeantes. Em patologia Geral, sua utilidade é imprescindível.
-
O
tratamento de uma doença não consiste só em descobrir o fator etiológico e
combatê-lo. Temos que afastar os agravantes e estimular os atenuantes. Como
conhecer os predisponentes e os desencadeantes, a fim de afastar as recaídas.
Daremos a definição e compararemos com a tuberculose, pois achamos que essa
doença é afetada por todos esses fatores.
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Fator
Etiológico.
É o fator que causa a doença. Na tuberculose, é o Mycobacterium tuberculosi
ou Bacilo de Koch. É interessante que a maioria das doenças foram
descritas só pelo quadro clínico, depois que foram descobertos seus fatores
etiológicos. O quadro clínico da tuberculose foi descrito antes que Koch
descobrisse que era uma micobacteria que a produzia.
-
Fatores desencadeantes.
Embora eles não causem a doença, criam condições propícias para que o Fator
Etiológico desencadeie o quadro clínico. Temos a contaminação, a
baixa da imunidade imunológica e outros. A tuberculose é a doença
típica que é adquirida pela contaminação. Outras vezes, uma pessoa resistente
pode portar o bacilo da tuberculose, mas não apresenta o quadro. Basta que um
aborrecimento, uma gripe, uma pneumonia abaixe sua resistência imunológica e o
bacilo da tuberculose desencadeia o quadro nosológico.
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Fatores predisponentes.
São fatores que predispões o paciente à doença. Incidência familiar, hábitos,
dietas, higiene pessoal, condição de habitação. O tuberculoso apresenta muitos
parentes que tiveram tuberculose em outra época ou em um lugar afastado, sem
ter tido contado com o paciente. Condições precárias de moradia, dieta pobre,
são fatores predisponentes para tuberculose. A falta de higiene habitacional,
péssima condições de esgotos, ausência de hábitos de higiene, predispõe às
pessoas à verminoses, escabiose, pediculose.
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Fatores intervenientes.
Eles podem servir como agravantes ou atenuantes, dependendo da
situação. Más condições de higiene habitacional são agravantes de
parasitoses, tuberculose. Boas condições são atenuantes. Dietas pobres,
com várias carências nutricionais são agravantes de parasitoses,
infecções, infestações. Dietas ricas em bons nutrientes são atenuantes.
Dietas ricas, mas desequilibradas são agravantes para obesidade,
hipertensão, cardiopatias, diabetes. Dietas ricas, mas bem equilibradas são
atenuantes. Exercícios físicos moderados são atenuantes e até
preventivos para muitas doenças (hipertensão, cardiopatias). Exercícios
exagerados, abusivos são agravantes para as mesmas.
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Lamentavelmente, constamos que profissionais da área de saúde, mas que não são
médicos, tomarem como causas, problemas emocionais, que no máximo são
agravantes, desencadeantes ou predisponentes, como fator etiológico.
Sociólogos se metem em área médica querendo atribuir a causas sociais certas
doenças, mormente na área psiquiátrica. Roger Bastide, sociólogo francês,
chegou a afirmar que só se é louco em relação à sociedade em que se vive, como
se a doença mental fosse uma concepção de relatividade social. Muitas vezes
uma sociedade não detecta um doente mental, por ela ser doente. É o caso da
sociedade indiana, intensamente mística, onde qualquer portador de delírio
místico é tomado como guru. A chamada Medicina Psicossomática, que teve grande
êxito na década de 60, juntamente com a contra-cultura da Nova Era, atribuía
como fator etiológico de todas doenças somáticas causas mentais, até de
traumas físicos, sempre alegando que “inconscientemente” o paciente queria
aquilo. Qualquer pessoa sabe que o bem-estar mental é fator atenuantes de
males físicos, como mal-estar é agravante. Mas a Medicina Psicossomática
confundia esses Fatores Intervenientes com Fatores Etiológicos.
Durante a I e a II GM, os serviços de saúde constataram que os feridos do lado
perdedor tinham hemorragias mais difíceis de se serem estancadas, assim como
infecções de serem debeladas, do que as baixas do lado vencedor. Esses
ferimentos eram de origem orgânicas e foram produzidos no mesmo ambiente. O
que agravava ou atenuava, mas não era a etiologia, era o estado de ânimos dos
pacientes.
FATORES
PATOLÓGICOS
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Introdução.
O estudo dos fatores patogênicos tem grande valor em semiologia, a fim de nos
facilitar o diagnóstico, em nosologia, para ajudar a estabelecer o diagnóstico
definitivo, como afastar os agravantes e facilitar os atenuantes. Em Medicina
Preventiva, ajuda-nos a inibir os fatores etiológicos, predisponentes,
desencadeantes. Em patologia Geral, sua utilidade é imprescindível.
-
O
tratamento de uma doença não consiste só em descobrir o fator etiológico e
combatê-lo. Temos que afastar os agravantes e estimular os atenuantes. Como
conhecer os predisponentes e os desencadeantes, a fim de afastar as recaídas.
Daremos a definição e compararemos com a tuberculose, pois achamos que essa
doença é afetada por todos esses fatores.
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Fator
Etiológico.
É o fator que causa a doença. Na tuberculose, é o Mycobacterium tuberculosi
ou Bacilo de Koch. É interessante que a maioria das doenças foram
descritas só pelo quadro clínico, depois que foram descobertos seus fatores
etiológicos. O quadro clínico da tuberculose foi descrito antes que Koch
descobrisse que era uma micobacteria que a produzia.
-
Fatores desencadeantes.
Embora eles não causem a doença, criam condições propícias para que o Fator
Etiológico desencadeie o quadro clínico. Temos a contaminação, a
baixa da imunidade imunológica e outros. A tuberculose é a doença
típica que é adquirida pela contaminação. Outras vezes, uma pessoa resistente
pode portar o bacilo da tuberculose, mas não apresenta o quadro. Basta que um
aborrecimento, uma gripe, uma pneumonia abaixe sua resistência imunológica e o
bacilo da tuberculose desencadeia o quadro nosológico.
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Fatores predisponentes.
São fatores que predispões o paciente à doença. Incidência familiar, hábitos,
dietas, higiene pessoal, condição de habitação. O tuberculoso apresenta muitos
parentes que tiveram tuberculose em outra época ou em um lugar afastado, sem
ter tido contado com o paciente. Condições precárias de moradia, dieta pobre,
são fatores predisponentes para tuberculose. A falta de higiene habitacional,
péssima condições de esgotos, ausência de hábitos de higiene, predispõe às
pessoas à verminoses, escabiose, pediculose.
-
Fatores intervenientes.
Eles podem servir como agravantes ou atenuantes, dependendo da
situação. Más condições de higiene habitacional são agravantes de
parasitoses, tuberculose. Boas condições são atenuantes. Dietas pobres,
com várias carências nutricionais são agravantes de parasitoses,
infecções, infestações. Dietas ricas em bons nutrientes são atenuantes.
Dietas ricas, mas desequilibradas são agravantes para obesidade,
hipertensão, cardiopatias, diabetes. Dietas ricas, mas bem equilibradas são
atenuantes. Exercícios físicos moderados são atenuantes e até
preventivos para muitas doenças (hipertensão, cardiopatias). Exercícios
exagerados, abusivos são agravantes para as mesmas.
-
Lamentavelmente, constamos que profissionais da área de saúde, mas que não são
médicos, tomarem como causas, problemas emocionais, que no máximo são
agravantes, desencadeantes ou predisponentes, como fator etiológico.
Sociólogos se metem em área médica querendo atribuir a causas sociais certas
doenças, mormente na área psiquiátrica. Roger Bastide, sociólogo francês,
chegou a afirmar que só se é louco em relação à sociedade em que se vive, como
se a doença mental fosse uma concepção de relatividade social. Muitas vezes
uma sociedade não detecta um doente mental, por ela ser doente. É o caso da
sociedade indiana, intensamente mística, onde qualquer portador de delírio
místico é tomado como guru. A chamada Medicina Psicossomática, que teve grande
êxito na década de 60, juntamente com a contra-cultura da Nova Era, atribuía
como fator etiológico de todas doenças somáticas causas mentais, até de
traumas físicos, sempre alegando que “inconscientemente” o paciente queria
aquilo. Qualquer pessoa sabe que o bem-estar mental é fator atenuantes de
males físicos, como mal-estar é agravante. Mas a Medicina Psicossomática
confundia esses Fatores Intervenientes com Fatores Etiológicos.
Durante a I e a II GM, os serviços de saúde constataram que os feridos do lado
perdedor tinham hemorragias mais difíceis de se serem estancadas, assim como
infecções de serem debeladas, do que as baixas do lado vencedor. Esses
ferimentos eram de origem orgânicas e foram produzidos no mesmo ambiente. O
que agravava ou atenuava, mas não era a etiologia, era o estado de ânimos dos
pacientes.
LEIAM NESSE TÍTULO “MEDICINA” OS ARTIGOS:
ANTIPSIQUIATRIA;
SANIDADE MENTAL;
DELÍRIO
POSSÍVEL E PROVÁVEL e
PENSAMENTO MÁGICO E LÓGICO.