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FATORES PATOLÓGICOS

 

  1. Introdução. O estudo dos fatores patogênicos tem grande valor em semiologia, a fim de nos facilitar o diagnóstico, em nosologia, para ajudar a estabelecer o diagnóstico definitivo, como afastar os agravantes e facilitar os atenuantes. Em Medicina Preventiva, ajuda-nos a inibir os fatores etiológicos, predisponentes, desencadeantes. Em patologia Geral, sua utilidade é imprescindível.
  2. O tratamento de uma doença não consiste só em descobrir o fator etiológico e combatê-lo. Temos que afastar os agravantes e estimular os atenuantes. Como conhecer os predisponentes e os desencadeantes, a fim de afastar as recaídas. Daremos a definição e compararemos com a tuberculose, pois achamos que essa doença é afetada por todos esses fatores.
  3. Fator Etiológico. É o fator que causa a doença. Na tuberculose, é o Mycobacterium tuberculosi ou Bacilo de Koch. É interessante que a maioria das doenças foram descritas só pelo quadro clínico, depois que foram descobertos seus fatores etiológicos. O quadro clínico da tuberculose foi descrito antes que Koch descobrisse que era uma micobacteria que a produzia.
  4. Fatores desencadeantes. Embora eles não causem a doença, criam condições propícias para que o Fator Etiológico desencadeie o quadro clínico. Temos a contaminação, a baixa da imunidade imunológica e outros. A tuberculose é a doença típica que é adquirida pela contaminação. Outras vezes, uma pessoa resistente pode portar o bacilo da tuberculose, mas não apresenta o quadro. Basta que um aborrecimento, uma gripe, uma pneumonia abaixe sua resistência imunológica e o bacilo da tuberculose desencadeia o quadro nosológico.
  5. Fatores predisponentes. São fatores que predispões o paciente à doença. Incidência familiar, hábitos, dietas, higiene pessoal, condição de habitação. O tuberculoso apresenta muitos parentes que tiveram tuberculose em outra época ou em um lugar afastado, sem ter tido contado com o paciente. Condições precárias de moradia, dieta pobre, são fatores predisponentes para tuberculose. A falta de higiene habitacional, péssima condições de esgotos, ausência de hábitos de higiene, predispõe às pessoas à verminoses, escabiose, pediculose.
  6. Fatores intervenientes. Eles podem servir como agravantes ou atenuantes, dependendo da situação. Más condições de higiene habitacional são agravantes de parasitoses, tuberculose. Boas condições são atenuantes. Dietas pobres, com várias carências nutricionais são agravantes de parasitoses, infecções, infestações. Dietas ricas em bons nutrientes são atenuantes. Dietas ricas, mas desequilibradas são agravantes para obesidade, hipertensão, cardiopatias, diabetes. Dietas ricas, mas bem equilibradas são atenuantes. Exercícios físicos moderados são atenuantes e até preventivos para muitas doenças (hipertensão, cardiopatias). Exercícios exagerados, abusivos são agravantes para as mesmas.
  7. Lamentavelmente, constamos que profissionais da área de saúde, mas que não são médicos, tomarem como causas, problemas emocionais, que no máximo são agravantes, desencadeantes ou predisponentes, como fator etiológico. Sociólogos se metem em área médica querendo atribuir a causas sociais certas doenças, mormente na área psiquiátrica. Roger Bastide, sociólogo francês, chegou a afirmar que só se é louco em relação à sociedade em que se vive, como se a doença mental fosse uma concepção de relatividade social. Muitas vezes uma sociedade não detecta um doente mental, por ela ser doente. É o caso da sociedade indiana, intensamente mística, onde qualquer portador de delírio místico é tomado como guru. A chamada Medicina Psicossomática, que teve grande êxito na década de 60, juntamente com a contra-cultura da Nova Era, atribuía como fator etiológico de todas doenças somáticas causas mentais, até de traumas físicos, sempre alegando que “inconscientemente” o paciente queria aquilo. Qualquer pessoa sabe que o bem-estar mental é fator atenuantes de males físicos, como mal-estar é agravante. Mas a Medicina Psicossomática confundia esses Fatores Intervenientes com Fatores Etiológicos. Durante a I e a II GM, os serviços de saúde constataram que os feridos do lado perdedor tinham hemorragias mais difíceis de se serem estancadas, assim como infecções de serem debeladas, do que as baixas do lado vencedor. Esses ferimentos eram de origem orgânicas e foram produzidos no mesmo ambiente. O que agravava ou atenuava, mas não era a etiologia, era o estado de ânimos dos pacientes.

 

FATORES PATOLÓGICOS

 

  1. Introdução. O estudo dos fatores patogênicos tem grande valor em semiologia, a fim de nos facilitar o diagnóstico, em nosologia, para ajudar a estabelecer o diagnóstico definitivo, como afastar os agravantes e facilitar os atenuantes. Em Medicina Preventiva, ajuda-nos a inibir os fatores etiológicos, predisponentes, desencadeantes. Em patologia Geral, sua utilidade é imprescindível.
  2. O tratamento de uma doença não consiste só em descobrir o fator etiológico e combatê-lo. Temos que afastar os agravantes e estimular os atenuantes. Como conhecer os predisponentes e os desencadeantes, a fim de afastar as recaídas. Daremos a definição e compararemos com a tuberculose, pois achamos que essa doença é afetada por todos esses fatores.
  3. Fator Etiológico. É o fator que causa a doença. Na tuberculose, é o Mycobacterium tuberculosi ou Bacilo de Koch. É interessante que a maioria das doenças foram descritas só pelo quadro clínico, depois que foram descobertos seus fatores etiológicos. O quadro clínico da tuberculose foi descrito antes que Koch descobrisse que era uma micobacteria que a produzia.
  4. Fatores desencadeantes. Embora eles não causem a doença, criam condições propícias para que o Fator Etiológico desencadeie o quadro clínico. Temos a contaminação, a baixa da imunidade imunológica e outros. A tuberculose é a doença típica que é adquirida pela contaminação. Outras vezes, uma pessoa resistente pode portar o bacilo da tuberculose, mas não apresenta o quadro. Basta que um aborrecimento, uma gripe, uma pneumonia abaixe sua resistência imunológica e o bacilo da tuberculose desencadeia o quadro nosológico.
  5. Fatores predisponentes. São fatores que predispões o paciente à doença. Incidência familiar, hábitos, dietas, higiene pessoal, condição de habitação. O tuberculoso apresenta muitos parentes que tiveram tuberculose em outra época ou em um lugar afastado, sem ter tido contado com o paciente. Condições precárias de moradia, dieta pobre, são fatores predisponentes para tuberculose. A falta de higiene habitacional, péssima condições de esgotos, ausência de hábitos de higiene, predispõe às pessoas à verminoses, escabiose, pediculose.
  6. Fatores intervenientes. Eles podem servir como agravantes ou atenuantes, dependendo da situação. Más condições de higiene habitacional são agravantes de parasitoses, tuberculose. Boas condições são atenuantes. Dietas pobres, com várias carências nutricionais são agravantes de parasitoses, infecções, infestações. Dietas ricas em bons nutrientes são atenuantes. Dietas ricas, mas desequilibradas são agravantes para obesidade, hipertensão, cardiopatias, diabetes. Dietas ricas, mas bem equilibradas são atenuantes. Exercícios físicos moderados são atenuantes e até preventivos para muitas doenças (hipertensão, cardiopatias). Exercícios exagerados, abusivos são agravantes para as mesmas.
  7. Lamentavelmente, constamos que profissionais da área de saúde, mas que não são médicos, tomarem como causas, problemas emocionais, que no máximo são agravantes, desencadeantes ou predisponentes, como fator etiológico. Sociólogos se metem em área médica querendo atribuir a causas sociais certas doenças, mormente na área psiquiátrica. Roger Bastide, sociólogo francês, chegou a afirmar que só se é louco em relação à sociedade em que se vive, como se a doença mental fosse uma concepção de relatividade social. Muitas vezes uma sociedade não detecta um doente mental, por ela ser doente. É o caso da sociedade indiana, intensamente mística, onde qualquer portador de delírio místico é tomado como guru. A chamada Medicina Psicossomática, que teve grande êxito na década de 60, juntamente com a contra-cultura da Nova Era, atribuía como fator etiológico de todas doenças somáticas causas mentais, até de traumas físicos, sempre alegando que “inconscientemente” o paciente queria aquilo. Qualquer pessoa sabe que o bem-estar mental é fator atenuantes de males físicos, como mal-estar é agravante. Mas a Medicina Psicossomática confundia esses Fatores Intervenientes com Fatores Etiológicos. Durante a I e a II GM, os serviços de saúde constataram que os feridos do lado perdedor tinham hemorragias mais difíceis de se serem estancadas, assim como infecções de serem debeladas, do que as baixas do lado vencedor. Esses ferimentos eram de origem orgânicas e foram produzidos no mesmo ambiente. O que agravava ou atenuava, mas não era a etiologia, era o estado de ânimos dos pacientes.

 

FATORES PATOLÓGICOS

 

  1. Introdução. O estudo dos fatores patogênicos tem grande valor em semiologia, a fim de nos facilitar o diagnóstico, em nosologia, para ajudar a estabelecer o diagnóstico definitivo, como afastar os agravantes e facilitar os atenuantes. Em Medicina Preventiva, ajuda-nos a inibir os fatores etiológicos, predisponentes, desencadeantes. Em patologia Geral, sua utilidade é imprescindível.
  2. O tratamento de uma doença não consiste só em descobrir o fator etiológico e combatê-lo. Temos que afastar os agravantes e estimular os atenuantes. Como conhecer os predisponentes e os desencadeantes, a fim de afastar as recaídas. Daremos a definição e compararemos com a tuberculose, pois achamos que essa doença é afetada por todos esses fatores.
  3. Fator Etiológico. É o fator que causa a doença. Na tuberculose, é o Mycobacterium tuberculosi ou Bacilo de Koch. É interessante que a maioria das doenças foram descritas só pelo quadro clínico, depois que foram descobertos seus fatores etiológicos. O quadro clínico da tuberculose foi descrito antes que Koch descobrisse que era uma micobacteria que a produzia.
  4. Fatores desencadeantes. Embora eles não causem a doença, criam condições propícias para que o Fator Etiológico desencadeie o quadro clínico. Temos a contaminação, a baixa da imunidade imunológica e outros. A tuberculose é a doença típica que é adquirida pela contaminação. Outras vezes, uma pessoa resistente pode portar o bacilo da tuberculose, mas não apresenta o quadro. Basta que um aborrecimento, uma gripe, uma pneumonia abaixe sua resistência imunológica e o bacilo da tuberculose desencadeia o quadro nosológico.
  5. Fatores predisponentes. São fatores que predispões o paciente à doença. Incidência familiar, hábitos, dietas, higiene pessoal, condição de habitação. O tuberculoso apresenta muitos parentes que tiveram tuberculose em outra época ou em um lugar afastado, sem ter tido contado com o paciente. Condições precárias de moradia, dieta pobre, são fatores predisponentes para tuberculose. A falta de higiene habitacional, péssima condições de esgotos, ausência de hábitos de higiene, predispõe às pessoas à verminoses, escabiose, pediculose.
  6. Fatores intervenientes. Eles podem servir como agravantes ou atenuantes, dependendo da situação. Más condições de higiene habitacional são agravantes de parasitoses, tuberculose. Boas condições são atenuantes. Dietas pobres, com várias carências nutricionais são agravantes de parasitoses, infecções, infestações. Dietas ricas em bons nutrientes são atenuantes. Dietas ricas, mas desequilibradas são agravantes para obesidade, hipertensão, cardiopatias, diabetes. Dietas ricas, mas bem equilibradas são atenuantes. Exercícios físicos moderados são atenuantes e até preventivos para muitas doenças (hipertensão, cardiopatias). Exercícios exagerados, abusivos são agravantes para as mesmas.
  7. Lamentavelmente, constamos que profissionais da área de saúde, mas que não são médicos, tomarem como causas, problemas emocionais, que no máximo são agravantes, desencadeantes ou predisponentes, como fator etiológico. Sociólogos se metem em área médica querendo atribuir a causas sociais certas doenças, mormente na área psiquiátrica. Roger Bastide, sociólogo francês, chegou a afirmar que só se é louco em relação à sociedade em que se vive, como se a doença mental fosse uma concepção de relatividade social. Muitas vezes uma sociedade não detecta um doente mental, por ela ser doente. É o caso da sociedade indiana, intensamente mística, onde qualquer portador de delírio místico é tomado como guru. A chamada Medicina Psicossomática, que teve grande êxito na década de 60, juntamente com a contra-cultura da Nova Era, atribuía como fator etiológico de todas doenças somáticas causas mentais, até de traumas físicos, sempre alegando que “inconscientemente” o paciente queria aquilo. Qualquer pessoa sabe que o bem-estar mental é fator atenuantes de males físicos, como mal-estar é agravante. Mas a Medicina Psicossomática confundia esses Fatores Intervenientes com Fatores Etiológicos. Durante a I e a II GM, os serviços de saúde constataram que os feridos do lado perdedor tinham hemorragias mais difíceis de se serem estancadas, assim como infecções de serem debeladas, do que as baixas do lado vencedor. Esses ferimentos eram de origem orgânicas e foram produzidos no mesmo ambiente. O que agravava ou atenuava, mas não era a etiologia, era o estado de ânimos dos pacientes.

 

LEIAM NESSE TÍTULO “MEDICINA” OS ARTIGOS:

ANTIPSIQUIATRIA;

SANIDADE MENTAL;

 DELÍRIO POSSÍVEL E PROVÁVEL e

PENSAMENTO MÁGICO E LÓGICO.