FRANZ STIGLER: HERÓI HUMANITÁRIO OU INSUBORDINADO E TRAIDOR?
Piloto de caça alemão salvou tripulação
americana
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Franz Stigler e
Charles Brown
Charles “Charlie”
Brown, de 21 anos, era um piloto de Boeing B-17
do 379º Grupo de Bombardeio em Kimbolton, Inglaterra. Seu B-17 era chamado “Ye Olde Pub” e estava em terrível estado, após ser
atingido diversas vezes por flak e caças durante uma missão de bombardeio de
uma fábrica em Bremen, na Alemanha, em 20 de dezembro de 1943 (os salvos ainda puderam voltar para bombardear a
Alemanha por um ano e meio).
A bússola estava quebrada e eles estavam voando para dentro do território
alemão ao invés de voltar para Kimbolton. Sete dos seus tripulantes estavam
feridos e ele próprio sangrava, com um estilhaço fincado no ombro.
Após voar a baixa altitude sobre um aeródromo inimigo, Charlie Brown disse que
seu coração gelou. Um piloto chamado Franz Stigler tinha sido ordenado a
decolar e derrubar o B-17. Quando aproximou-se do quadrimotor, o alemão não
pôde acreditar em seus olhos. Nas suas palavras, ele “nunca tinha visto uma
aeronave em estado tão ruim”.
Da cauda e da sessão traseira pouco restava, e o artilheiro de cauda estava
ferido. O artilheiro de dorso tinha seus restos espalhados pela fuselagem. O
nariz estava esmagado, e havia furos por toda parte.
“Não
tive coração para aniquilar aqueles bravos homens”, disse Stigler. “Voei
ao lado deles por um longo tempo. Eles tentavam desesperadamente voltar para
casa, e eu ia permitir que o fizessem. Eu não podia ter atirado neles. Seria a
mesma coisa que atirar num homem num pára-quedas” (Infelizmente “aqueles bravos homens” tiveram
coragem para bombardear alvos civis na Alemanha, cidades desarmadas como
Dresden e Leiptzig, e voltar novamente à Alemanha para destruí-la, mesmo tendo
sido salvos por esse “heróico” alemão).
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Franz Stigler faleceu no dia 22 de março de 2008, aos 92 anos de idade.
Fonte: Pat Dollard, 28 de maio de 2008.
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Franz Stigler, Sir Ernie Boyette e
Charles Brown, com um quadro do B-17 "Ye Olde Pub".
Sublinhados e os comentários em vermelho são nossas.
REFUTAÇÃO:
1. Examinando o fato pela primeira vez, principalmente por quem
não tenha noção de Doutrina Militar e vive do lado dos "ex"-inimigos
da Alemanha, pode parecer que foi um gesto humanitário, de altruísmo.
2. Tecnicamente, pelo ponto de vista da Doutrina Militar, esse
piloto cometeu um ato de indisciplina grave ao não cumprir ordens superiores,
em plena guerra, e contra um inimigo que destruía sua Pátria. Além dessa
indisciplina, demonstrou falta de patriotismo: enquanto ele salvou uma
equipagem que acabara de bombardear várias cidades alemãs, matando vários
compatriotas civis e indefesos, além de destruir fábricas, usinas
elétricas, pontes, tornando a vida na Alemanha incompatível com os tempos
modernos (daquela época), ela, recuperada, continuou a massacrar a
Alemanha.
3. Cometeu um erro tático: INIMIGO QUE ESCAPA OU CONTRA-ATACA OU
SE REAGRUPA PARA ATACAR DE NOVO. O próprio relato e outros que há na INTERNET
revelam que membros dessa equipagem voltaram a atacar a Alemanha. Essa regra é
importante não só em operações táticas como em estratégicas.
4. Em operações militares táticas, há uma chamada APROVEITAMENTO
DO ÊXITO que consiste, uma vez derrotado o inimigo em uma batalha, em continuar
a perseguição e destruição de suas instalações de retaguarda, a fim de evitar o
contra-ataque imediato ou o reagrupamento para contra-atacar posteriormente.
5. Enquanto esse
traidor poupava a vida dos membros dessa equipagem, outros pilotos alemães
arriscavam as suas ou mesmo as perdiam, tentando abater os bombardeiros aliados.
“A-8/R7: Esse modelo se tornou famoso como o típico caça utilizado nas táticas de Rammjäger que
consistiam em arremessar a aeronave contra os bombardeiros aliados quando se
encontrava sem munição. O modelo (...)
possuía uma blindagem frontal e do cockpit muito mais reforçadas.”
http://www.luftwaffe39-45.historia.nom.br/aero/fw190.htm
6. A rigor, seria caso para fuzilamento sumário por desobediência de
ordens superiores em tempo de guerra e auxiliar o inimigo a escapar.
7. Isso pode parecer cruel aos olhos do paisano, mas não existe
guerra humanitária e nem cavalheiresca na realidade, a não ser nas mentes
românticas ou na dos cínicos.
8. Os EEUU cinicamente bombardeavam instalações civis no Viet-Nam
do Norte, pontes, campos de plantações, com bombas de napalm, a fim de obrigar Le
Duc Tho a aceitar uma rendição americana disfarçada em retirada estratégica,
negociada pelo facínora Henry Kissinger. Isso nunca foi “humanitarismo” nem
“cavalheirismo”. GUERRA É GUERRA, como diz o ditado popular.
9. O texto apologético a esse traidor da Alemanha foi redigido
por Pat (Patrick) Dollard, americano produtor de películas documentárias,
famoso por suas convicções conservadoras.
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