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“O HOMEM INTEGRAL”
Comentários:
1. Esse livro foi lançado em 1990 e inaugurou a série "psicológica" escrita por Divaldo Pereira Franco, atribuída à influência mediúnica de Joana de Angelis. Lembramos que na época foi um sucesso pela sua "profundidade científica", "sendo um livro muito difícil de ser entendido!"
2. Esse livro não passa de uma coletânea de conceitos perfunctórios dessa psicologia exposta em livros de auto-ajuda. A impressão que temos é: ou que o autor já se submeteu à terapia psicanalítica ou a alguma de seus discípulos fiéis ou dissidentes, mormente Jung; ou é leitor assíduo de livros de auto-ajuda, já tendo alguma informação superficial da doutrina de Jung.
3. Essa última hipótese é bem viável, pois ele é baiano e Jorge Andréa dos Santos, seu conterrâneo, conspurcou o Espiritismo com os conceitos junguianos, após fazer um daqueles cursinhos de divulgação, que Nise da Silveira ministrava na Casa das Palmeiras (Rio de Janeiro) para leigos.
4. Divaldo faz citações de alguns filósofos gregos e da mitologia dessa civilização. Esses conceitos são vulgares, sendo do conhecimento de qualquer pessoa de cultura mediana, que tenha feito o clássico ou o científico da Reforma Capanema.
5. Os conselhos apresentados são os mesmos que aparecem nos livrecos de auto-ajuda. Nada de novo e muito menos de Kardec, o grande esquecido. Até o título, além de plágio, é mal definido. O leitor fica sem saber aonde o autor quer chegar.
6. A Doutrina Codificada por Allan Kardec é rica em conceitos de Antropologia Filosófica. Nenhum desses conceitos é citado. O autor os ignora. Cita apenas o que existe nas obras vulgares de auto-ajuda e em citações de Jung, todas de conhecimento leigo.
7. O lamentável que a série "psicológica" (fazendo um chiste, poderíamos dizer "pepsicológica") tem influenciado sobremaneira o pensamento do Movimento Espírita Brasileiro. Vemos palestrantes que, convidados a falar sobre temas da codificação, se perdem citando Joana de Ângelis. Divaldo, com sua loquacidade, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, fascina os espíritas, transformando-se em verdadeiro "santo". O que ele profere é irretorquível, tem que ser aceito incondicionalmente, sob pena do discordante ser considerado um "obsidiado". O mais grave que vem ocorrendo, como essa série é atribuída a um Espírito, o Movimento Espírita Brasileiro começa a tender para um "psicologismo" nefasto, desviando-se profundamente de Kardec. ENTRE KARDEC E JOANA DE ÂNGELIS, NA DÚVIDA, PREVALECE ESSA ÚLTIMA.
8. Vemos algumas jovens das mocidades espíritas se fascinarem pela psicologia, pois essa série as convenceu que fora da Psicologia não há salvação. Já ouvimos algumas delas afirmarem que pretendem estudar Psicologia para melhor servir a Doutrina.
9. Já ouvimos o despautério que o Espírito Joana de Ângelis foi fazer um "curso profundo de psicologia lá no céu" para escrever essa série nefasta. CONCLUSÃO. Consideramos uma impostura essa série psicológica escrita por Divaldo Pereira Franco e atribuída a ditado mediúnico do Espírito Joana de Ângelis. Se não houve má-fé do autor, houve falha mediúnica, por atribuir a um Espírito idéias próprias.