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DIFERENÇAS CÓRTICO-FRONTAIS ENTRE HOMENS E MULHERES
1. Intróito.
1.1. O movimento feminista, surgido no final do Século XVIII, adentrando pelo XIX, XX, XXI, advoga uma igualdade absoluta entre os sexos: masculino e feminino. A estrutura sócio-patriarcal da época limitava muito os direitos cívicos às mulheres. É bom ressaltar que esses “direitos cívicos” também eram vedados a muitos homens, devido a sua classe social. A prova é a existência do voto censitário. Na realidade, a estrutura social da época baseava-se em preconceitos de superioridade e de inferioridade sociais, econômicos e sexuais.
1.2. A sociedade moderna do Século XXI, já aceita uma igualdade cívica entre homens e mulheres, mas algumas feministas levam isso ao extremo, não observando que há diferenças entre os sexos e, conseqüentemente, de habilidades, de capacidades. Para provar essas diferenças, basta constatar as metabólicas: qualquer resultado de exame laboratorial mostra que as faixas de normalidade das dosagens são diferentes para homens e mulheres. As mulheres precisam de menos calorias que os homens. Mas mulheres metabolizam o álcool diferentemente dos homens. Há diferenças em aptidões físicas, assim como na esfera córtico-frontal. Homens e mulheres devem gozar dos mesmos direitos e cumprirem os mesmos deveres cívicos, mas isso não implica que todos de um sexo possam fazer as mesmas coisas do outro. Não resta dúvida, que em nossa sociedade moderna, em que a máquina vai lentamente substituindo a atividade humana nas situações mais rudes, torna-se irrelevante que algumas delas possam ser praticadas indiferentemente por homem ou mulher. Exemplo: a direção de máquinas pesadas de terraplanagem exigia força física para manobrá-las, sendo mais adequado para homens. Hoje, com a direção hidráulica, com os recursos da computação, basta apertar levemente botões que elas funcionam – a força física vai sendo dispensada. Pelo fato de a mulher ter a atenção mais vigil e o homem mais tenaz, os serviços de vigilância eram mais apropriados para as mulheres, como a vigilância noturna dos doentes feita pelas enfermeiras. Hoje, há máquinas que dão alarme até se houver uma parada cardíaca. A máquina vigia o Ser Humano. A habilidade sexual nesse caso torna-se irrelevante.
1.3. Mostraremos as diferenças entre os sexos na esfera córtico-frontal, em especial a concepção de amor, algumas diferenças metabólicas, tudo influindo na área comportamental e, o que é mais importante, na visão de mundo. Essa última observação é importante não só na terapia de casais, como numa prevenção de desentendimento matrimoniais. Quando homem e mulher se consorciam para formar um casal, um lar, cada um deve estar consciente de que “vê” o mesmo mundo de maneira diferente do outro.
2. Amor.
2.1. Os idiomas modernos indo-europeus são limitados para expressar a concepção de amor. Geralmente só há uma palavra, como em latim “amor” e o verbo “amare”, havendo outras com sentido aproximado. No grego arcaico, Attico Koné, encontramos várias palavras para as diferentes concepções de amor: agape: amor destituído de qualquer interesse físico, pg. 8; eros: amor, paixão, desejo ardente (geralmente com conotação de sexo), pg 230; stérgethron (stergo): amor (laços familiares), pg. 528; Philia: amor, amizade, fig. desejo, inclinação (ao poder), pg. 611; referência: Dicionário Grego-Português e Português-Grego, Pereira, Isidro S. J., 5ª Ed., Porto, Livraria apostolado da Imprensa, 1976.
2.2. “The four different ‘types’ of love; eros: a sexual-based love which usually starts off a relationship; philia: a caring love where you want to do things for the other person. stergethron: a parental, protective love; agape: a spiritual, strengthening love.” Para esses substantives, há os respectivos verbos. Ambos os sexos podem desenvolver o amor “ágape”, mas é preciso que a pessoa seja muito espiritualizada. Normalmente, desenvolvemos os conceitos inferiores de amor. Citação tirada da Internet (http://www.positivenation.co.uk/issue120/regulars/lifemedicine/lifemedicine.htm)
2.3. A mulher desenvolve mais o “stergethron”. Ela quando ama é mais motivada pelos laços de família. Dedicação aos filhos, amparo aos idosos, de modo geral, as atividades que requeiram cuidar de outrem, como as da área da saúde, em especial a enfermagem. A mulher, diferentemente do homem e de modo geral, não associa amor a sexo. Também, não faz como homem, associar amor à amizade. Ela coloca em primeiro lugar sempre a família.
2.4. O homem já desenvolve o amor nas formas de “eros” e “philia”. Normalmente, ele não sabe dissociar amor de sexo, quiçá, dê mais valor ao sexo do que ao amor. Parece incoerente, mas o homem consegue praticar sexo sem envolvimento afetivo, já para mulher é mais difícil. Isso decorre de que para o homem sexo e amor são coisas indistintas. Para mulher sexo é uma atividade apenas física, se não houver uma relação afetiva (“stergethron”) com o parceiro, não terá a libido despertada. O homem também tem um senso de “companheirismo” maior que o da mulher. Ele valoriza mais o jogo de futebol com o churrasco aos sábados do que passar em casa com a família. Já a mulher o espera no lar para passar o sábado. O homem é incapaz de acariciar a esposa e ser acariciado por ela sem ficar excitado (ereção) e querer concluir esses afagos com o coito. A mulher acaricia e recebe as carícias simplesmente pela ternura, sem necessariamente ter a libido exaltada. Curioso notar que essa “philia” masculina difere muito da amizade feminina. As mulheres têm amizade por suas amigas de uma maneira delicada. Os homens a usam com brutalidade. Sempre gostam de depreciar a masculinidade do colega, a fidelidade se seu cônjuge ou ofender-lhe a mãe ou chega mesmo haver agressões físicas, coisa inimaginável no meio feminino.
2.5.
Isso cria duas visões diferentes de mundo
entre os dois sexos e, conseqüentemente, pode gerar conflito entre o casal. É
comum ouvirmos mulheres se queixarem de que não pode fazer uma carícia em seus
companheiros, sem que esses não queiram concluir os afagos com a cópula. Muitas
mulheres se queixam de que, após uma briga com os companheiros, são procuradas
por esses para praticarem sexo, mesmo estando os dois magoados mutuamente.
Muitas mulheres afirmam que aceitam praticar o sexo nessas circunstâncias para
não piorar a situação, mas não sentem prazer algum, muitas vezes, sentindo até
asco do companheiro. O homem não dissocia amor de sexo, ou melhor, sexo para
ele é amor. Procurar ter relações com uma mulher, com a qual há mágoas mútuas,
pode ser até uma tentativa de reconciliação, mas só que a outra parte tem uma outra visão de mundo, de amor. Outra queixa freqüente,
já citada, é que os homens trocam o calor do lar pelos companheiros, pelas
beberagens e jogatinas “no bar da esquina”. Muitos homens não se adaptam à
aposentadoria, pois eles não têm mais os amigos de trabalho e não se adaptam a
ficar em casa. A razão reside em que eles não trocam a “philia” pelo “stergethron”.
Essas distinções são importantes não só em terapia de casais, como em
orientações para o matrimônio.
3. Apoio 1. Apresentaremos como apoio citações de diferenças córtico-frontais entre homens e mulheres encontradas no livro de Lawrence A. Pervin e Oliver P. John, Personalidade Teoria e Pesquisa; 8ª Ed.(tradução para o português de Ronaldo Cataldo Costa); Porto alegre; Artmed; 2004. Como este texto destina-se a ser publicado pela INTERNET, não seguimos as regras de referências Bibliográficas da ABNT. Apresentamos apenas como apoio a tese de diferenças córtico-frontais entre os sexos. Não estamos criticando a favor ou contra essas opiniões, apenas as apresentamos.
3.1. Segundo Block e Robin, pg. 148/149. Explicam como a auto-estima é vivenciada diferentemente pelos dois sexos.
3.2. A auto-estima no final da adolescência aumenta para os homens e diminui para as mulheres.
3.3. Até os 14 anos, homens e mulheres têm a auto-estima semelhante; dos 14 aos 23, os homens têm a auto-estima maior que as mulheres nessa faixa etária. Os itens 3.2. e 3.3. mostram praticamente a mesma coisa. Os homens com as formas de amar “eros” e “philia” se adaptam melhor a essa fase instável, de constantes mudanças, que é a adolescência, do que as mulheres, que com a forma, “stergethron”, tendem mais a relações estáveis, o que essa faixa etária não permite.
3.4. Homens e mulheres experimentam a adolescência de maneiras diferentes, assim como lidam com a transição para a adultícia. Os homens se aproximam de se seu ideal. As mulheres se afastam.
3.5. As mulheres com 23 anos e com a auto-estima alta valorizam o relacionamento íntimo com os outros. Os homens, nessas mesmas circunstâncias, são mais distantes e controlados emocionalmente com os outros. Podemos detectar a forma feminina de amar “stergethron”, que, tendendo à família, provoca relacionamentos mais íntimos. O homem, com sua forma “philia”, tendendo aos companheirismo, se controlam mais emocionalmente com os outros, pois não se envolvem tanto na esfera afetiva.
3.6. Esse estudo não consegue responder qual o conteúdo do “self” ideal. Os homens e as mulheres teriam percepções diferentes do que se constitui em “self” ideal? A maneira do conteúdo do “self” ideal influencia a adaptação psicológica? O “self” ideal de pessoa capta as características de um Ser Humano auto-realizado ou a definição da sociedade daquilo que constitui o homem ou a mulher ideal? Para nós, que aceitamos que homens e mulheres têm forma de amar diferentes, respondemos que sim. Essas formas diferentes produzirão diferentes visões de mundo e, conseqüentemente, percepção de “self” ideal e de se Ser Humano auto-realizado.
4. Apoio 2. Referência bibliográfica idem do item 3 (Apoio 1). Pervin e John tratam das diferenças masculinas e femininas na escolha de seus parceiros: “Teoria do Investimento Parental” e “Probabilidade de Paternidade (Maternidade)”, pg 250 e 251.0
4.1. Teoria do investimento parental (familiar).
4.2. Investimento na prole. As mulheres apresentam maior investimento parental na prole que os homens. Achamos que isso é determinado por sua forma de mamar “stergethron”. Os homens, com suas formas “eros “ e “philia”, investem pouco sua capacidade parental em suas proles.
4.3. Investimento no parceiro. As fêmeas têm maior investimento nos parceiros do que os machos. Levando em consideração a forma de amar “stergethron”, a mulher escolhe um parceiro visando a constituir uma família. O homem escolhe uma parceira pelo “eros”, atendendo somente á satisfação libidinosa ou a “philia”, que é uma relação menos profunda do que o amor familiar.
4.4. Critérios para seleção de parceiros. Os homens procuram parceiras com maior poder reprodutivo. Para eles não interessa a qualidade da prole, mas a quantidade, uma vez que sua forma de amar “philia” lhes fornece o desejo de quantidade e não de qualidade. Já as mulheres procuram por parceiros com capacidade de manter a prole, a família. A forma “stergethron” as tornam preocupadas com a segurança e a qualidade da família. Para elas a qualidade da prole vale mais que a quantidade. Observamos que no mundo ocidental, dominado pela a idéia de lucro, de rendimento, de “ter” em vez de “ser”, algumas mulheres se interessam pelas posses que os parceiros têm. Isso serve às vezes para que a mentalidade patriarcal, machista, julgue as mulheres interesseiras. Mas em outras sociedades, onde seja dado mais valor ao que se é e não ao que se tem, as mulheres procurarão por parceiros responsáveis, trabalhadores, com profissão definida, com senso de família, ao que eles são e não ao que eles têm.
4.5. Probabilidade de paternidade (maternidade)
4.6. As mulheres sempre têm certeza de que os filhos são seus. Os homens, não. MATER SEMPER CERTA EST, PATER NUMQUAM! (provérbio latino). Os processos biológicos da gestação e maternidade necessitam mais da forma “stergethron” de amor do que a de “Eros” e de “philia”.
5. Hipóteses baseadas nos princípios do investimento parental e da probabilidade de paternidade.
5.1. “Valor como parceira da mulher” para o homem. Capacidade de reproduzir, juventude e atividade física. Castidade
5.2. “Valor
como parceiro do homem” para a mulher. Recursos. Capacidade de ganhar dinheiro,
ambição (pugnácia, tenacidade, pertinácia) e diligência (iniciativa).
Esse livro foi escrito nos EUA por americanos e eles traduzem essa tendência
feminina pela concepção competitiva e lucrativa capitalista. Em outra cultura
esses “recursos" seriam interpretados pelo que o parceiro é e não pelo que
tem: trabalhador, profissionalizado, responsável.
6. Esses autores ainda citam um trabalho de Buss (989)
6.1. Os homens valorizam as parceiras pela atratividade física e juventude. Castidade.
6.2. As mulheres valorizam os parceiros pela capacidade financeira, características de ambição (pugnácia, tenacidade, pertinácia) e diligência (iniciativa). Isso é uma repetição do que já foi exposto nos itens anteriores e nossas observações são as mesmas.
7. Apoio3. Mesmos autores e mesma obra. Pg 252. CIÚME E DIFERENÇA SEXUAL.
7.1. Hipóteses de diferenças sexuais em relação ao ciúme: 3 estudos.
7.2. 1º Estudo. Infidelidade sexual e infidelidade emocional. 60% da amostra masculina evidenciam ciúme com a infidelidade sexual. Esse ciúme é produzido pela forma de amar “eros”. 83% da amostra feminina demonstraram ciúme quando o parceiro de envolvia-se emocionalmente com uma rival. Ciúme produzido com a forma “stergethron” de amar.
7.3. 2º Estudo. Os homens demonstram maior perturbação fisiológica com a idéia de sua parceira ter envolvimento sexual com outro homem. Essas perturbações são produzidas pela forma de amar “eros”. As mulheres apresentam mais perturbações fisiológicas se seus parceiros tiverem envolvimento emocional com outra mulher, do que simplesmente o coito. Perturbações produzidas com a forma “stergethron” de amar. Nos consultórios psiquiátricos, é comum ouvirmos das mulheres admitir que seus maridos tenham casos extra conjugais, desde que não se envolvam emocionalmente. Algumas chegam até afirmar que é natural o homem ter “aventuras” extra conjugais, principalmente em viagens ou quando há um afastamento obrigatório do lar. Algumas mulheres chegam até achar desejável que o marido tenham casos extra-conjugais, pois, só assim, não as “perturbam tanto”.
7.4. 3º Estudo. Homens e mulheres com relação à experiência de prevaricação. Os homens prevaricadores sentem culpa, enquanto os não prevaricadores não a sentem. Essa culpa é produzida pela forma “Eros” de amar. As mulheres prevaricadoras e as não prevaricadoras não sentem culpa. A forma “stergethron” de amar não foi afetada pela simples cópula sem envolvimento emocional, não afetou o sentimento de família.
8. Apoio 4. Da obra citada no item “3. Apoio1”, os autores citam à página 393 os trabalhos de Josephs, Markus e Tafarodi (1992), analisando as fontes de auto-estima para homens e mulheres, indagando como os esquemas de “self” operam.
8.1. As diferenças de sexos influem no auto-conceito;
8.2. Do mesmo modo, o esquema de “self” operam o modo como eles organizam e guiam o processamento de informações relacionadas como o próprio “self”.
8.3. A idéia básica é que a cultura proporciona normas adequadas para os comportamentos masculinos e femininos. Os homens são mais propensos a se sentirem “individualistas”, “independentes” e “autônomos” para o “self” e os outros indivíduos são considerados como não fazendo parte de seus “selfs”, mas separados e distintos deles; as mulheres são mais propensas a terem esquemas mais “coletivistas”, “agrupados” e “conectados” para o seu “self” e os relacionamentos com os outros são considerados como elemento básicos de seus “selfs”.
8.4. Josephs e colaboradores levantaram a hipótese de como nos sentimos em relação a nós mesmos dependeria de quanto nos consideramos bem-sucedidos em relação a nossos esquemas de “self” conforme nosso sexo. Homens pensam a respeito de seus “selfs” como independentes e únicos, associados às auto-estimas; as mulheres sentem seus “selfs” como conectados, constituindo suas auto-estimas. Os autores fizeram três estudos.
8.5. Estudo 1. Revelou que homens com auto-estima elevada julgam-se como tendo capacidades singularmente superiores aos dos outros. Os homens com auto-estima baixa e as mulheres de modo geral não têm esse sentimento.
8.6. Estudo 2. Mulheres com auto-estima elevada têm melhor memória para palavras que codificaram com relação aos outros. As mulheres com auto-estima baixa e os homens de modo geral não apresentam essa qualidade. Os autores interpretam que as mulheres com auto-estima elevada têm a memória melhor para palavras relacionadas com os outros, isto é, os relacionamentos com os outros são importantes ou relevantes para elas.
8.7. Estudo 3. Os homens e mulheres com elevada auto-estima reagem às ameaças a seu amor próprio, afirmando que melhorarão nos próximos testes. Homens e mulheres sentem seu amor-próprio ameaçado, quando não conseguem confirmar seus esquemas de “self”. Mas diferem em relação ao esquema de “self”. Os homens têm mais centrais a independência e a capacidade individual. As mulheres têm mais centrais as conexões e as interdependências.
8.8. Esses Três estudos mostram como as normas sociais relacionadas com o sexo influenciam a maneira como estabelecemos a auto-estima; mostram também como os esquemas de “self” influenciam o modo como processamos informações: (estudo 1) , a maneira como nos comparamos com outras pessoas; (estudo 2) quais informações lembramos; (estudo 3) a maneira como compensamos informações ameaçadoras.
8.9. NOTA: NOS APOIOS 1, 2, 3 e 4, NÃO TRANSCREVEMOS LITERALMENTE OS TEXTOS DA OBRA CITADA. FIZEMOS UM RESUMO. NOSSOS COMETÁRIOS APRESENTAMOS SUBLINHADOS.
9. Movimentos delicados.
9.1. As mulheres têm os movimentos das mãos mais delicados que os homens. Isso é necessário no cuidados com recém-nascidos, crianças pequenas, idosos. Uma prova universal disso é o que ocorria nas fábricas de lâmpadas. Os empresários constataram que no momento de esticar o filamento de tungstênio entre os dois bornes de eletricidade, ocorriam muito menos acidentes de rompimento do filamento quando a operação era feita por mulher. Por isso essa operação passou a só ser feita por mulheres.
10. Atenção.
10.1. A mulher tem a atenção mais vigil do que a do homem. Ela consegue concentrar a atividade mental ao mesmo tempo em vários estímulos externos e internos. Nas sociedades primitivas, em que o homem saia para caçar, guerrear, pastorear ou trabalhar na agricultura, a mulher permanecia em casa, cuidando das crianças, dos idosos, dos afazeres domésticos e dos animais domésticos. A concentração de sua atividade cortical tinha que responder ao mesmo tempo a vários estímulos. Portanto, a mulher é mais eficiente do que o homem em atividades de vigilância. A mulher também tem uma capacidade que o homem não tem: em estado de completa inibição cortical, como o estado de sono, ela é capaz de manter um foco vigil em relação a uma preocupação. É por isso que a mulher dormindo desperta com mais facilidade quando o bebê chora, enquanto que seu marido continua no sono. Essa última capacidade também habilita melhor a mulher para a profissão de enfermagem, além de ter melhor vigilância, caso ela cochile, acordará com o gemido do paciente. O homem continuaria dormindo.
10. 2. O homem tem a atenção mais tenaz do que a mulher. Ele consegue manter toda sua atividade cortical concentrada em um único estímulo. Diferentemente da mulher, qualquer outro estímulo ou o distai ou ele não presta atenção. Essa concentração é importante para espreitar os movimentos do animal a ser caçado, do inimigo que se aproxima, ou ao pastor em seu gado. Sua guarda é feita pelos outros companheiros (philia) do grupo de guerreiros, de caçadores, de pastores. O homem está contra indicado para funções de vigilância. Em uma guarda pessoal, o ideal é fosse combinado o trabalho das mulheres e o dos homens: elas manteriam a vigilância e eles fariam o contra-ataque, orientado por elas.
11. Detalhes.
11.1. É da natureza feminina prestar atenção mais nos detalhes. Isso decorre de sua capacidade de maior vigilância. Ela pode prestar atenção em mínimos detalhes, como combinação de cores, matizes de cores, detalhes em roupas. O Homem com sua tenacidade não consegue prestar atenção aos detalhes de modo geral, salvo nos objetos de seu exame.
12. Trabalho súbito e trabalho contínuo.
12.1. O homem devido sua compleição muscular ser diferente da mulher ele tem mais capacidade de fazer trabalhos súbitos (de uma vez só) e mais resistência a uma maior quantidade de pesos. A mulher é o inverso. Tem capacidade de carregar menos peso, mas agüenta melhor fazer um trabalho suave e contínuo. Isso é próprio dos cuidados da maternidade, onde lidar com criança é incessante, contínuo. A criança, pelo seu desenvolvimento mental tem um impulso investigativo incessante. Por isso não consegue parar quieta. Quem a pajeia tem que ter uma vigilância maior, aptidão para o trabalho contínuo e muita paciência. Exemplo: carregar 50 quilos por dez metros. Para o homem é mais fácil carregar os 50 de uma vez só. Para a mulher é mais fácil dividir em dez de 5 kg e fazê-lo em dez vezes. Mulher se adapta mais a trabalhos contínuos, rotineiros, homem mais a trabalhos de improvisação, de descontinuidade.
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