Home | Filosofia | Medicina | Política | Teologia | Filologia | Militarismo | Sobre o autor | Contato

 

 

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE PEDOFILIA

 

Publicado em Ombro a Ombro, junho de 2002, Ano XV, Nº 169, p. 12, com o título “Na Rota da Depravação”.

 

1.      Os meios de comunicação estão explorando de uma maneira teatral ocorrências de pedofilia, praticadas por padres no exterior, no Brasil e, mais recentemente, o caso de um médico pediatra, especializado em distúrbios da adolescência, que seviciava seus clientes do sexo masculino.

2.      Pedofilia é a atração sexual por crianças. Primariamente, é por indivíduos do sexo oposto. A atração por crianças do próprio sexo é uma modalidade homossexual da pedofilia.

3.      Justamente, essa modalidade não foi explorada pelos meios de comunicação, pois todos eles estão comprometidos com a legalização dessa perversão sexual. Rádio, jornais, revistas, televisão, mostram repetidamente reportagens e entrevistas com esses pervertidos, fazendo apologia da legalização do matrimônio entre eles e, até mesmo, a defesa da adoção de crianças por tais casais de degenerados.  Há também a campanha pela legalização das drogas e do aborto. No dia 4 de maio de 2002, houve uma passeata no Bairro de Ipanema [Rio de Janeiro], pleiteando a descriminalização da maconha. O mais perigoso e assustador é o fato de que pessoas, que aparentam ter um comportamento sexual sadio e não ter dependência de drogas, começam a achar legítimos esses desideratos tão esdrúxulos.

4.      As pessoas mostram-se perplexas quando comentam esses casos de pedofilia, pois eles foram praticados por indivíduos de posição social que deveria ser idônea. Achamos que perplexos deveríamos ficar se ocorresse o inverso. Uma sociedade globalizada que defende abertamente a legalização de um distúrbio da sexualidade, que substitui o termo “perversão” por “preferência”, “orientação” ou “opção” sexual, que faz uma distinção disparatada entre gênero e sexo, alegando que alguém pode ser de um sexo e ter outro gênero ou vice-versa, quer esperar o que?

5.      Esses atos de pedofilia de modalidade homossexual são conseqüência dessa falta de parâmetros comportamentais e éticos. Ninguém sabe mais o que é certo ou errado. Tudo pode, pois tudo é relativo, dependendo do lugar e da época. Sempre é “opção”, “orientação” ou “preferência”. Estamos vivendo uma época de degeneração moral. Atingimos o fim, não há mais o que piorar. As teorias psicopedagógicas, tanto as liberais quanto as libertárias, levaram a uma noção de liberdade sem responsabilidade, direitos sem o cumprimento dos deveres. Depois, nos assustamos quando adolescente metralham colegas e professores nas suas escolas. No Brasil, os cursos de licenciatura e pedagogia fazem apologia de Paulo Freire que foi um subversivo que, na década de 60, explorava a infelicidade do adulto analfabeto para pregar uma revolução comunista. Nessa década, também surgiu a contra-cultura com o movimento hippie, com o psicodelismo de Timothy Leary, com o abuso de drogas, com o promiscuidade sexual, com a apologia ao ócio, com a iconoclastia, culminando com as manifestações em maio de 1968 pelas ruas de Paris e com o festival de Woodstock de 15 a 18 de agosto de 1969.

6.      Na área de saúde mental, surgiu também nessa famigerada década, a anti-psiquiatria, que é uma doutrina que nega a existência de doenças mentais, alegando que essas são criadas pela sociedade como um mecanismo de controle social. Ela está baseada nas obras do filósofo francês Michel Foucault que era pederasta passivo, “experimentador” de LSD, morrendo de AIDS [SIDA] em 1984. Na Inglaterra, esse movimento de protesto foi liderado pelo médico Ronald David Lang, excluído do Exército Inglês por desajustes comportamentais e “experimentador” de LSD e mescalina, e por David Cooper, médico sul-africano radicado nesse país, membro do partido comunista, anarquista e clandestino da África do Sul. Se os responsáveis pela saúde mental estão se pautando por tão baixos valores morais, o que podemos esperar?

7.      Não podemos mais tolerar essas teorias da “modernidade”. Esses fatos trágicos provam claramente que elas falharam, que levaram a sociedade ao caos moral. Temos que voltar a exigir: liberdade com obediência e responsabilidade; igualdade com respeito à hierarquia e à tradição; fraternidade com ordem e trabalho; e punição severa para os infratores.