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Perigo da Fragmentação do Brasil

 

A quem interessaria a fragmentação do Brasil? A quem conviria espalhar cizânia entre os Brasileiros? A quem serviria transformar nossas  gloriosas Forças Armadas em guarda costeira, gendarmaria e polícia aérea? A resposta é fácil de ser achada.

O Grêmio Recreativo e Escola de Samba Unidos da Tijuca (Rio de Janeiro) teve como título do samba-enredo para o Carnaval de 1996: “O Reino Unido Independente do Nordeste” (autores: Carlinhos Melodia, Antônio Conceição, Nogueirinha, Ricardinho do Pandeiro e Rosângela  Matos; intérprete: Edsom Bombeiro). O tema baseia-se na “hipótese” de emancipação dos nove estados do Nordeste brasileiro, constituindo  uma  federação independente do Brasil. O ator Miguel Falabela apoiava essa idéia antipatriótica. 

A protuberância do Nordeste brasileiro é de suma importância estratégica. Com  ela  o Brasil pode fechar o Atlântico  Sul  para  a  navegação  marítima e aérea. Isso obrigaria aos navios do chamado “primeiro mundo” a passarem pelos canais do Panamá e de Suez para atingirem o Pacífico, prejudicando muito seus interesses econômicos. As rotas aéreas para o Atlântico Sul estariam bloqueadas. Durante a Segunda Guerra Mundial, essa protuberância foi decisiva logisticamente para o esforço bélico no Norte da África. 

         O Brasil tem um imenso litoral e um vasto território, fazendo fronteira com quase todos os países sul-americanos. Através de nosso território   podemos permitir, dificultar ou impedir o acesso a eles. O Português é muito parecido com o Espanhol, facilitando um bom entendimento entre nó  e  os  outros países. Isso nos favorece uma posição de liderança na América do Sul. Durante a Guerra das Malvinas (abril  de  1992), a neutralidade do Brasil dificultou sobremaneira o apoio logístico às tropas inglesas. Por isso, nosso imenso território, fértil e rico em minerais estratégicos, e nosso longo litoral, ocupando grande parte do Atlântico Sul, incomodam e ameaçam sonhos imperialistas. Só  precisamos de um povo disciplinado e  de  políticos honestos e patriotas. 

         Representamos uma ameaça à rapina do capital internacional (apátrida). Para ele não é interessante que surjam outras lideranças, idéias e economias  independentes. O ex-presidente Collor cedeu às pressões internacionais para demarcar uma  imensa  área  na fronteira do Brasil com a  Venezuela a fim de destinar-se à reserva dos Ianomâmis. Esse território é rico em minerai estratégicos e raros. Basta  enchê-lo de “missionários”,   maus brasileiros e representantes das chamadas “organizações não-governamentais” (que na realidade são para-governamentais) e insuflar os índios a se declararem um estado independente do Brasil, para que imediatamente as potências que se sentem ameaçadas por nosso progresso reconheçam a soberania desse estado. 

         Através de folguedos momescos, as mesmas potências tentam fomentar sentimentos separatistas no Nordeste, a fim de nos roubarem  área  de grande importância estratégica. Alguns maus brasileiros propõem a todo o momento mudar a letra do Hino  Nacional, alegando que é muito   incompreensível. Isso ocorre porque não são mais dadas aulas de patriotismo nas escolas. Bastavam hastear diariamente a Bandeira Nacional,  acompanhada pelo Hino, todos os dias, como era feito no passado. Já apareceram propostas para mudança de nossa bandeira, com a  justificativa de ser difícil identificar as constelações. Os símbolos nacionais são sagrados e não podem ser mudados ao sabor de demagogos ou  antipatriotas.  Isso é orquestrado a partir do exterior,  visando a enfraquecer nosso sentimento de brasilidade. No Sul, já houve manifestações separatistas. Traídores alegam que nós não temos condições de vigiar a Amazônia, preparando assim a aceitação de sua ocupação por estrangeiros. 

         No Século passado, o governo recém-independente do México ingenuamente permitiu que “agricultores e pecuaristas” americanos instalassem suas  fazendas no território do Texas, na época terras mexicanas. Por pretexto fútil esses fazendeiros rebelaram-se contra o governo mexicano e, com o  apoio  de  militares do exército ianque, disfarçados em “campônios voluntários”, declararam a independência do Texas,  imediatamente   reconhecida pelos Estados Unidos. Anos depois, esses ”texanos“ pediram sua  incorporação   à federação americana. Ato contínuo, com mais uma guerra o estado ianque usurpou do México as áreas que se estendem do Novo México à Califórnia e da fronteira sul ao Colorado. Dois terços do  antigo território mexicano hoje pertencem aos Estados Unidos. A partir de  1820, chegaram ao Hawaii ”missionários“ americanos. Em 1893,  eles depuseram a monarquia nativa. Em 1898, os Estados Unidos anexaram esse arquipélago a seu território. Em 1898, os iaques enviaram a obsoleta belonave “Maine” para a baía de Havana. Afundaram-na com toda a guarnição a bordo. Puseram culpa nos espanhóis e   tiveram um  pretexto  ”justo“ para declararem guerra à Espanha. Com essa ação bélica tomaram Cuba, imediatamente emancipada, mas governada por títeres, Porto Rico e  Filipinas. No Século XX, como a Colômbia dificultasse a construção  do Canal  do  Panamá, importante para unir as costas americanas  leste  e  oeste,  os  estados  Unidos    fomentaram  a  cisão  dessa   província. Imediatamente reconheceram sua independência e construíram o canal.

         A Inglaterra tomou as Ilhas Malvinas da Argentina devido à posição geográfica ser importante para o controle da navegação pelo Estreito de  Magalhães. Quis fazer o mesmo com nossa Ilha da Trindade para servir de base logística para uma eventual invasão do litoral sul-americano.