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Si
Vis Pacem Para Bellum
Se queres paz, prepara-te para a guerra
Lema de dissuasão
Em nossa adolescência e
juventude, constantemente ouvíamos um provérbio latino que
servia como aviso de precaução: ”Si vis pacem
para bellum“. Essa precaução em doutrina
militar é chamada de dissuasão. Esse termo designa a
possibilidade que um Estado tem de desestimular qualquer atitude hostil
por parte de outro, devido a sua capacidade de pronta resposta decorrente
da eficiência de seu armamento e do treinamento de pessoal. Em
linguagem de guerra atômica toma o nome particular de
”deterrance“ ou, aportuguesando, deterrência – capacidade de dissuadir outros
estados de tomaram atitudes hostis pela ameaça de resposta com
armamento atômico. Possuir armamento nuclear não significa que
desejemos desencadear guerras atômicas, como pensam alguns assustados
pacifistas. É mais uma arma dissuasória que um
Estado possui para garantir sua soberania.
Não conseguimos
entender onde está a boa intenção
das nações poderosas que possuem armamento nuclear em
coagir os Estados menos desenvolvidos a assinarem um tratado de não
proliferação de armas atômicas. Não fazemos
apologia de guerras e muito menos de cataclismos nucleares, mas é-nos
difícil compreender onde está a equanimidade desse
tratado: ou ninguém possui armas atômicas ou
todos, sem qualquer restrição possa possuí-las.
Ouvimos ingênuos
comentários (ou feitos de má-fé) que, após o
esfacelamento da União Soviética e a
transformação dos Estados que a compunham em títeres
do mercado de capital, não haveria necessidade de os países
menos favorecidos armarem-se com artefatos atômicos. E os
poderosos? Têm armamento para lutarem contra quem? Uma
dedução acaciana leva-nos a deduzir que só pode ser para
uso como arma dissuasória contra os países que queiram sair de
seu tacão econômico-político.
Assistimos documentários
científicos, através da televisão, que justificam a posse
de armamento nuclear pelas grandes potências para se usado a fim de
fragmentar meteoros que poderão colidir com a Terra, por estarem em uma
rota que cruzará sua elíptica. Isso nos parece desmedida protérvia. Faz-nos lembrar a fábula do
lobo e do cordeiro. Nós, do Terceiro Mundo, devemos estar contaminando a
água dos poderosos por estarmos bebendo a montante deles!
O único meio que
os Estados não desenvolvidos possuem para
enfrentar as investidas das grandes potências é seguir
o exemplo da Índia e do Paquistão.