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“SEXISMO” (discriminação sexual) EM ULTRASSONOGRAFIA

 

 

1.             Comunico uma suspeita de discriminação de sexo (SEXISMO) praticada por alguns estabelecimentos de ultrassonografia, aqui, na cidade do Rio de Janeiro, baseado em provas indiciárias.

 

2.             Os estabelecimentos são: Cardiolab (que está passando para a rede D’OR: LABS D’OR), Clínica Radiológica Menezes da Costa, Norte – Imagem (que está mudando o nome para Life Imagem), Clínica de Ultra-sonografia da Barra e o Centro Médico de Pilares, que  estão fazendo discriminação de sexo.

 

3.             Tenho hipertrofia de próstata desde 1988. Em 1993 fui operado pelo método PROSTATON (coagulação do tecido periuretral por microondas). Em 10 de abril de 2003 fui re-operado por ressecção transuretral devido a uma situação emergencial. Durante esse período, os exames de PSA estiveram sempre dentro dos valores normais para a faixa etária. Anualmente, sou submetido à ultra-sonografia de próstata por via trans-retal sem problemas, realizada quer por médicos, quer por médicas.

 

4.             Estranhamente, em dezembro de 2007, ao marcar esse exame no Centro Médico de Pilares em horário que me convinha, a atendente me informou que as médicas não o realizavam. O horário escolhido era atendido por uma médica. Afirmou que esse exame só era realizado por médico e o marcou para o horário atendido por varão.

 

5.             Neste ano, precisando ser submetido a esse exame por rotina, fiquei surpreendido ao verificar que os serviços acima permanecem seguindo esse preconceito de sexo (ou “gênero”, mais “politicamente correto”) - SEXISMO.

 

6.             Alguns colegas alegaram que alguns pacientes (varões) não gostam de se submeterem a esse exame realizado por mulheres. COMO EX-PSIQUIATRA, AFIRMO QUE ESSE MAL-ESTAR É PRODUZIDO PELA FIXAÇÃO DA LIBIDO NA FASE ANAL E CONSEQËNTE A NÃO RESOLUÇÃO DE TENDÊNCIAS INFANTIS HOMOSSEXUAIS. O PACIENTE AO SENTIR QUE UM MACHO LHE INTRODUZ O TRANSDUTOR NO RETO, VIVENCIA UM SÍMBOLO FÁLICO NUMA CÓPULA HOMOSSEXUAL, ELE COMO PASSIVO. Os médicos que se solidarizam a essa vivência patológica e a quer impingir aos outros pacientes que já resolveram seus conflitos infantis, estão também com a libido fixada na fase anal e se identificam com os pacientes homossexuais (ativos [“assumidos”] ou potenciais [“enrustidos”]).

 

7.             As médicas que sentem constrangimento em realizar esse exame em homens devem estar com a libido fixada na fase fálica e não ter, por isso, resolvido seu complexo de castração e sua inveja do pênis. AO INTRODUZIREM O TRANSDUTOR NO RETO DE UM VARÃO, SENTEM O RECRUDESCIMENTO DO COMPLEXO DE CASTRAÇÃO E INVEJA DO PÊNIS, O QUE LHES CAUSA TANTA ANSIEDADE, QUE AS CONSTRAGE DE RALIZAR O EXAME.

 

8.             É razoável que esses estabelecimentos comerciais, que visam ao lucro, satisfaçam as problemáticas de seus pacientes, mas sem impingirem essas soluções aos que não padecem de tal fixação infantil. Colocariam à disposição dos pacientes os horários dos profissionais, e aqueles escolheriam conforme suas conveniência de horários ou de problemas não resolvidos. A “Egalité” dos franceses não é “igualitarismo” Quando tratamos pessoas diferentes da mesma maneira, estamos cometendo injustiça com alguém. No caso, os ultrassonografistas estão sendo injustos com as pessoas mentalmente sãs. ISSO É UM ERRO DE JULGAMENTO, POIS AS CIÊNCIAS HUMANAS NOS ENSINAM QUE, NA AVALIAÇÃO DE COMPORTMENTO HUMANO, NÃO PODE MOS USAR CRITÉRIOS NOMOTÉTICOS, MAS SOMENTE IDIOGRÁFICOS!!!!

 

9.             Como os serviços de ultrassonografia são estabelecimentos comerciais e visam ao lucro, poderiam deixar a critérios do paciente escolher o operador segundo sua problemática sexual não resolvida ou de acordo com seus interesses de horário.

 

 

10.         As colegas com os complexos de castração e invejas do pênis ainda não resolvidos, deveriam ter cassada a licença para especialista em ultrassonografia e serem readaptadas em ginecologia, obstetrícia, pediatria, anatomia patológica, etc.

 

11.         Por essas razões, sugiro ao Conselho Feral de Medicina e aos regionais que tomem providências a orientarem os serviços de ultrassonografia arcaicos a darem liberdade ao paciente escolher o profissional que melhor lhe aprouver, sem discriminação de sexo.